PALAVRAS PROPAROXÍTONAS

As palavras proparoxítonas são aquelas em que a antepenúltima sílaba é a tônica, ou seja, a sílaba que se pronuncia com maior intensidade. Em português, todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. Isso significa que, independentemente de sua terminação ou do contexto, essas palavras sempre recebem o acento gráfico. Exemplos de palavras proparoxítonas Regras gerais sobre as proparoxítonas Diferença com outras palavras As palavras proparoxítonas têm uma característica única, pois, independente de sua terminação, sempre recebem o acento, o que as torna fáceis de identificar.

PALAVRAS PAROXÍTONAS

PALAVRAS PAROXÍTONAS As palavras paroxítonas são aquelas em que a penúltima sílaba é a tônica, ou seja, a sílaba pronunciada com maior intensidade. Ao contrário das palavras oxítonas (onde a tônica é a última sílaba) e das proparoxítonas (onde a tônica é a antepenúltima), as palavras paroxítonas têm a acentuação na penúltima sílaba. Regras de acentuação das palavras paroxítonas As palavras paroxítonas são acentuadas quando terminam em: Exemplos Exemplos de palavras paroxítonas não acentuadas Importante Diferença com as outras palavras

OXÍTONAS

PALAVRAS OXÍTONAS As palavras oxítonas são aquelas em que a última sílaba é a tônica, ou seja, a sílaba que se pronuncia com maior intensidade. Em português, as palavras oxítonas seguem uma regra específica para a acentuação. Regras de acentuação das palavras oxítonas As palavras oxítonas são acentuadas quando terminam em: Exemplos de palavras oxítonas acentuadas Exemplos de palavras oxítonas não acentuadas Acentuação nas oxítonas com “i” e “u” Diferença com outras palavras Em resumo, as palavras oxítonas são acentuadas quando terminam em -a(s), -e(s), -o(s), -em, -ens, com exemplos claros como café, também, pavão, entre outros.

DEFINIÇÃO DE CRASE

A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, “mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à “junção” de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o pronome demonstrativo “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele (s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O uso apropriado do acento grave, depende da compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe: Vou a a igreja.Vou à igreja. No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe os outros exemplos: Conheço a aluna.Refiro-me à aluna. No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já especificados. Há duas maneiras de verificar a existência de um artigo feminino “a” (s) ou de um pronome demonstrativo “a” (s) após uma preposição “a”: 1- Colocar um termo masculino no lugar do termo feminino que se está em dúvida. Se surgir a forma ao, ocorrerá crase antes do termo feminino. Veja os exemplos: Conheço “a” aluna. / Conheço o aluno.Refiro-me ao aluno. / Refiro-me à aluna. 2- Trocar o termo regente acompanhado da preposição a por outro acompanhado de uma preposição diferente (para, em, de, por, sob, sobre). Se essas preposições não se contraírem com o artigo, ou seja, se não surgirem novas formas (na (s), da (s), pela (s),…), não haverá crase. Veja os exemplos: – Penso na aluna.– Apaixonei-me pela aluna.– Começou a brigar. – Cansou de brigar.– Insiste em brigar.– Foi punido por brigar.– Optou por brigar.

Formação de Palavras

As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos: Palavras Primitivas e Derivadas Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das palavras. Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras primitivas Exemplos: Afixos Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua. Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra (palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi acrescentado o sufixo –eira. Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. Assim, os sufixos vêm depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria. Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo, desleal e ilegal. Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria e cafezal. Radical e Prefixo Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos. Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua portuguesa. Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos Acro: alto, elevado acrobata a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento Aero: ar anti-: ação contrária Ambi: ambos, duplicidade ad- (a-): proximidade, direção Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade Arcaio/ arqueo: antigo epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito Hidro: água hiper-: excesso, posição superior Bi, bis: duas vezes bi-: dois Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação Pseudo: falso meta-: mudança, transformação Curvi: curvo infra-: abaixo Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu inter-: entre, posição intermediária Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior Processos de Derivação Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras, sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos): Processos de Composição Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais de palavras, sendo classificadas em: Neologismo O neologismo é um processo de formação de palavras em que são criados novos termos para suprir alguma lacuna de significação. Podemos citar como exemplo a palavra “internetês”, que se refere à linguagem da internet. Hibridismo O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).

PORTUGUÊS NO ENEM

PORTUGUÊS NO ENEM Interpretação de texto é, sem dúvida, o tema mais frequente quando se fala em português. A questão é que a interpretação é transversal a todas as disciplinas e interpretar textos será uma tarefa que você precisará usar em qualquer uma delas. A nossa dica é praticar. Mas, afinal, como eu posso praticar interpretação de texto? Lendo? A leitura deve ser um hábito diário, mas não basta só ler, o mais importante é assumir uma postura crítica e não ler de forma automática, e sim com atenção à mensagem que está sendo transmitida e a sua função. A variação linguística envolve espaço geográfico (regionalismos), tempo histórico (português atual), classes sociais (socioletos), situações formais e informais (gírias). Isso faz com que a nossa língua seja reinventada a cada dia. É preciso estar atento para esses tipos de variações porque elas costumam ser cobradas no Enem, reafirmando a postura bastante atual nos conteúdos presentes no exame. Fique atento, porque as questões no Enem costumam trazer diferentes tipos de gêneros textuais para embasar um conteúdo e perguntar algo sobre eles. Existem muitos gêneros textuais e o Toda Matéria tem uma grande lista com conteúdos com vários, tais como crônica, notícia, resenha, entrevista, e-mail. A intertextualidade consiste na utilização de textos conhecidos na criação de textos novos. Tal como a interpretação de texto, a intertextualidade é outro conteúdo transversal a várias disciplinas. Por isso, praticar é o caminho para se dar bem nesse quesito. As figuras de linguagem dão mais ênfase à mensagem. A metáfora, que é uma figura de palavra, é a mais conhecida delas, mas são vários os seus tipos. As funções da linguagem variam conforme a intenção do falante. Elas podem ser referencial, emotiva, poética, fática, conotativa e metalinguística.

GRAMÁTICA

Morfologia A morfologia é a área da gramática que estuda a formação das palavras, sua estrutura e as classes gramaticais. Nessa área de estudo, a palavra é analisada isoladamente, sem, necessariamente, estar inserida em um contexto frasal, por exemplo, como é o caso da sintaxe. Sintaxe A sintaxe é a parte da gramática que estuda a organização das palavras em uma oração (estrutura frasal que, obrigatoriamente, se forma em torno de um verbo ou de uma locução verbal) e a organização das orações em um discurso. Semântica A semântica estuda o significado e a interpretação do signifcado de um vocábulo, expressão ou até mesmo de uma frase em um determinado contexto. Alguns conceitos são extremamente importantes no campo da semântica. São eles: